Início deste ano, um amigo expôs seu ponto de vista a respeito do que talvez seja amor. Comentei.
Vamos por partes. Geralmente é a sequencia que se vê por aí.
Antes de existir paixão, há a atração. Não existe amor à primeira vista, mas sim, atração à primeira vista. Você sente-se atraído fisicamente por alguém. Rola a paquera. Fica. Faz sexo. Gosta do sexo. Caso seja recíproco, inicia-se uma relação.
A princípio cada um quer vender o seu produto. Dando ênfase às suas qualidades, e, até mesmo forjando algumas. O tempo passa. Improvável levar um personagem à frente eternamente. Surgem os defeitos. Nessa hora analisa-se o custo-benefício - As qualidades desse alguém sobressaem-se aos seus defeitos? Os meus defeitos são suficientemente grandes a ponto de afastar esta pessoa?
Uma vez que há os acertes de personalidades e firmação das afinidades, haverá estabilidade. Só que há outro fator. O fator chamado TEMPO. Ele diminuirá um dos pontos altos de toda relação: o sexo. É nesse ponto que haverá a distinção entre o que seja paixão e amor. Caso o relacionamento sobreviva a esse "esfriamento" e observemos que ele se sustente fundamentalmente na preocupação, na dedicação, na necessidade da presença do outro, ou seja, no companheirismo; creio, então, que exista amor, ou pelo menos algo semelhante. No dicionário: "Paixão é uma emoção intensa que ofuscaria a razão." Em momento algum afirma-se que ela seja algo intrínseco ao amor; apenas um forte sentimento. Isso pode ser representado, também, de forma negativa. Ao contrário do amar, que supostamente "é navegar em águas tranquilas e claras". Claras no sentido de enxergar a outra pessoa por completo em suas piores qualidades, e, como ninguém é perfeito, cabe a cada um moldar-se a fim de tentar o entendimento - harmonia.
Pode ser simplesmente a liberdade de escolha sobre aquilo que se julga melhor...
domingo, 14 de novembro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Que venha logo o novo ano
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Adaptação
Nada melhor do que ouvir (ou ler) uma opinião de uma terceira pessoa, que traduz tudo o que você sente, mas não soube como definir em palavras . Melhor ainda quando você nem a conhece, ela não faz parte do teu cotidiano, tão pouco sabe o que se passa na tua vida. Não fica algo tendencioso. Grazi (leio incansavelmente sua auto-descrição), dona do Genealogia do Caos, um dos blogs que acompanho, postou um comentário à respeito do meu texto "Comparações".
Investimento. Para que a relação seja fluida e flua, faz-se necessário investimento de afeto, de atenção, de tempo. Um investimento espontâneo.
Penso que algumas pessoas se achem tão suficientemente boas para não se dedicar a alguém e só querer receber. Não se abrem à relação, ao seu companheirismo. Mas exigem que as outras pessoas se abram e se doem para satisfazer suas vontades como e quando quiserem. Isso não é relação afetiva... até como falei já no meu blog, isso é uma relação parasitária.
Talvez tais pessoas não tenham discernimento de que, quando os dois perdem (o seu orgulho exacerbado - resguardadas as proporções necessárias à auto-estima), os dois ganham. Para se conseguir ver isso, é necessário maturidade, visão de parceria e comprometimento para um futuro em comum.
E se não for para se enlaçarem visando a um futuro, que deixem bem claro isso para o seu parceiro. Muitas pessoas enganam as outras com mil promessas de companheirismo e, no fundo, não sabem nem o que querem para si - só querem receber, receber e receber.
Penso que o fechamento dessas pessoas seja resultado de medo, de insegurança. Mas é só um palpite :)
Bjão, Yuri"
O comentário exprime de maneira tão perfeita tudo que venho passando, que me recuso a deixá-lo ficar oculto. Será um post. Destacarei em letras garrafais, certos trechos, digamos assim, interessantes.
"Companheirismo. Parceria. A obrigação toma, nos relacionamentos, um viés particular: de gratidão e de reciprocidade.
Investimento. Para que a relação seja fluida e flua, faz-se necessário investimento de afeto, de atenção, de tempo. Um investimento espontâneo.
Penso que algumas pessoas se achem tão suficientemente boas para não se dedicar a alguém e só querer receber. Não se abrem à relação, ao seu companheirismo. Mas exigem que as outras pessoas se abram e se doem para satisfazer suas vontades como e quando quiserem. Isso não é relação afetiva... até como falei já no meu blog, isso é uma relação parasitária.
Talvez tais pessoas não tenham discernimento de que, quando os dois perdem (o seu orgulho exacerbado - resguardadas as proporções necessárias à auto-estima), os dois ganham. Para se conseguir ver isso, é necessário maturidade, visão de parceria e comprometimento para um futuro em comum.
E se não for para se enlaçarem visando a um futuro, que deixem bem claro isso para o seu parceiro. Muitas pessoas enganam as outras com mil promessas de companheirismo e, no fundo, não sabem nem o que querem para si - só querem receber, receber e receber.
Penso que o fechamento dessas pessoas seja resultado de medo, de insegurança. Mas é só um palpite :)
Bjão, Yuri"
...
terça-feira, 31 de agosto de 2010
E quando eu acho que nada mais vai me surpreender...
Ainda procurando palavras, talvez nem as encontre...
...aliás:
Vinthy dôOis, vinthy dôois!
domingo, 18 de julho de 2010
(Finalmente) Tranquilo
Quando nos envolvemos em algum tipo de relação e caímos de cabeça nela, as vezes ficamos cegos - perdemos nosso foco. Tomamos como prioridade uma outra pessoa que não nós mesmos. Passamos a viver em função de outro alguém, esquecendo que antes de qualquer pessoa, a nossa vida é nossa.
Precisamos estar em equilíbrio conosco, para, somente depois, nos dedicarmos à pessoa da qual gostamos.
Dedicação, preocupação, atenção, consideração, afeto não se podem ser cobrados. São espontâneos - sente ou não sente. Independe de você estar muito ocupado com coisas que não dizem respeito ao relacionamento.
Precisamos estar em equilíbrio conosco, para, somente depois, nos dedicarmos à pessoa da qual gostamos.
Dedicação, preocupação, atenção, consideração, afeto não se podem ser cobrados. São espontâneos - sente ou não sente. Independe de você estar muito ocupado com coisas que não dizem respeito ao relacionamento.
É algo que simplesmente acontece.
Infelizmente quando não há reciprocidade, é porque não há sentimento da parte que não se doa. Amar é muito bom, mas somente quando se é correspondido. Dói um bocado saber que alguém o cativou, insistiu para que você se entregasse por completo a uma relação, para que você tornasse essa pessoa como prioridade em sua vida, alegando que ela já o tinha feito, depois surgem determinados acontecimentos (os quais deveriam ser menores do que um sentimento que foi sempre tão afirmado), a postura dessa pessoa muda e você fica perplexo por estar diante de alguém completamente diferente do que demonstrou ser durante quase todo o tempo que estiveram juntos. Contradição, apenas.
Infelizmente quando não há reciprocidade, é porque não há sentimento da parte que não se doa. Amar é muito bom, mas somente quando se é correspondido. Dói um bocado saber que alguém o cativou, insistiu para que você se entregasse por completo a uma relação, para que você tornasse essa pessoa como prioridade em sua vida, alegando que ela já o tinha feito, depois surgem determinados acontecimentos (os quais deveriam ser menores do que um sentimento que foi sempre tão afirmado), a postura dessa pessoa muda e você fica perplexo por estar diante de alguém completamente diferente do que demonstrou ser durante quase todo o tempo que estiveram juntos. Contradição, apenas.
Existem pessoas mais orgulhosas do que outras. Umas conseguem admitir que erraram, outras, no entanto, não conseguem fazê-lo. Ficam a vida inteira atribuindo a culpa dos acontecimentos a qualquer outra pessoa ou circunstância que não seja ela própria. Orgulho, covardia, hipocrisia, não sei. E a situação se intensifica quando ela te pressiona, te tortura psicologicamente em função de algo que ela chegou a fazer e nega veemente. Há vários adjetivos para denominar esse tipo de atitude, não vou citá-los para não baixar o nível do post. Só que a verdade aparece de maneira inusitada, sem precisar ir procurá-la - você pode estar no supermercado, na sua casa, até mesmo no seu trabalho... E lá vem ela caminhando até você.
As vezes é preciso receber um choque pra retornarmos a ser quem éramos originalmente.
As vezes é preciso receber um choque pra retornarmos a ser quem éramos originalmente.
Recebi o meu.
Não há raiva, ódio, mágoa, angústia... Nada.
Sortudos são aqueles que tem com quem contar sempre - você é prioridade na vida dessas pessoas, não será terceiro, nem quarto. Não há relacionamento amoroso que substitua algo desse tipo.
Não há raiva, ódio, mágoa, angústia... Nada.
Sortudos são aqueles que tem com quem contar sempre - você é prioridade na vida dessas pessoas, não será terceiro, nem quarto. Não há relacionamento amoroso que substitua algo desse tipo.
Este agradece em silêncio, todos os dias, por ter uma família que o ame incondicional e verdadeiramente...
Campina Grande, 19 de maio de 2010.Hoje, desde abril de 2007, não tinha tido uma conversa de maneira tão intensa com Deus.Agradeci muito pelos meus pais, que sempre me apóiam tanto e vêm feito isso nesses últimos dias de maneira excepcional, chego a achar que nem mereço tanto. Agradeci por absolutamente tudo - minha vida, meu trabalho, meu lar, meu alimento.Me desculpei por qualquer mal que eu tenha feito a quem quer que seja.Pedi para que Ele me limpasse. Retirasse de mim qualquer sentimento ruim - mágoa, rancor, angústia!Pedi para que Ele me libertasse disso tudo.
Ele ouviu.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Comparações
A definição do ato de namorar para pessoas que realmente se dediquem a este fim é baseada em uma relação de comprometimento. Não é a toa que o fato de estar namorando (ou casado) é sinônimo de estar comprometido.
Mas o que é compromisso?
compromisso
s. m.
Mas o que é compromisso?
compromisso
1. Obrigação contraída entre diferentes pessoas de sujeitarem a um árbitro a decisão de um pleito.
2. Promessa mútua.
3. Concordata de falido com os seus credores.
4. Acordo político.
5. Estatutos de confraria.
6. Escritura vincular.
7. Convenção.
8. Contrato.
9. Comprometimento.
10. Ajuste.
tomar compromisso: obrigar-se.
O que fazer, então, quando alguém se "dispõe" a assumir um relacionamento, mas, ao mesmo tempo, quer se eximir de qualquer tipo de obrigação?
...
quinta-feira, 10 de junho de 2010
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